Carta ao tempo!

Oi tempo! Quanto tempo não é?
Pois é, já estava na hora de termos essa conversa...
Você vive dizendo para eu aceitar e ter fé,
que tudo dará certo, que não precisa ter pressa.
Pois bem,
você tem me enganado em toda a minha existência,
Até hoje não sei o que é ser amado por alguém,
mas você me dizia: Tudo tem seu tempo, tenha paciência!
Porém hoje minha paciência se esgotou,
meu coração já não aguenta tanta frustração...
Com tanta gente que ele já amou,
mas todas foram em vão...
E depois disso tudo vem você e me diz
para ouvir os conselhos do amor,
pois somente quando se aprende a amar se encontra uma forma de ser feliz!
Só de ouvir falar sobre você tenho pavor!
Não adianta nada demonstrar importância,
dar intensidade e ter sinceridade,
sentir o amor puro como de uma criança,
se no final o único sentimento recebido é o de amizade!
Não que eu não goste de ter amigos,
o problema foi que nesse tempo todo
você nunca parou para me dar ouvidos,
pois sempre dizia estar ocupado
enquanto eu te implorava um amor que não tivesse fim,
mas agora que me libertei desse tempo infernal no qual me colocou;
Você não manda mais em mim!
Me desculpe tempo, o seu tempo na minha vida acabou!

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Sobre D.C. Zapater

Doug
Douglas tem 29 anos, mora no interior de São Paulo, formado em Direito pelo Instituto de Ensino Superior de Bauru (IESB).
Apaixonado pela saga Harry Potter, começou, à partir desta, a desenvolver uma enorme paixão por leitura, paixão, que começou ainda em sua infância, mesma época de sua vida na qual começou a desenvolver grande fascino por poesia, foi neste mesmo período, que começou a escrever os primeiros versos.
Além de J.K Rowling, também tem grande admiração por poetas da 2ª Geração do Romantismo, como Álvares de Azevedo, Casimiro de Abreu, George Gordon Byron.
Douglas também aprecia a busca pela evolução pessoal, por isso, tal literatura é muito presente em seu dia à dia, entre os autores deste estilo, o que mais se destaca nas preferencias do poeta é Augusto Cury.
Nas horas vagas Douglas gosta de colocar no papel, em meio à rimas, sentimentos aleatórios que povoam seu tempestuoso coração.