Sinto sua falta...

As saudades que tenho é de tê-lo por perto,
quando eu me sinto sozinha no deserto,
ilhada dentro dos meus pensamentos,
porque não sei definir o que corresponde melhor os meus sentimentos.
Estou encurralada, em queda livre sem nenhuma rede...
São as lembranças dele me colocando contra a parede,
mas não daquele jeito que eu amava...
Quando ele passava seus braços por mim e me beijava...
Preciso me conformar, foi bom, mas não posso manter as esperanças,
O futuro não é feito com lembranças...

Sexta-feira, 17 de abril

Não desejo apenas para mim, mas para o Brasil,

e também à todas as pessoas do mundo:
Que Deus possa nos ajudar com o medo mais profundo.
Esse que habita dentro de nossos corações,
enchendo nossas cabeças de preocupações...

Interior

Estou cansado de viver na capital,

vou me mudar para o interior!
Aqui o céu é cinza, sem sal,
lá é azul, poderei ver o sol se por...
Aqui tem essa rotina alucinante,
acordar, dormir, de terno e sapato!
Estou indo para ver mais bicho, não gente,
vou para nadar no rio e pisar no mato.


Expresso da vida!

No expresso vermelho
sou um passageiro
sentando na janela,
vendo a vida passar por ela...
Vejo os animais correndo,
a natureza sempre florescendo,
os pássaros com sua cantoria no céu,
uma noiva vestindo o véu;
Vejo o egoísmo da humanidade
pedindo mais solidariedade,
vejo a criança chegando,
o idoso se despedindo...
São tantas vidas a passar...
Minha vez pode ser a próxima a chegar!
No expresso estarei na janela,
observando minha vida passar por ela.

Um pateta ou um Poeta?

Tem dias que sou uma boa pessoa,
já em outros me sinto um sujeito à-toa.
Às vezes eu à anseio pouco,
outras anseio como um louco...
Tem vez que tudo começa com sim,
já em outras pelo fim!
Às vezes minto que não quero,
outras eu quero e sou sincero.
Tem vez que sou razão,
já em outras sou coração.
Às vezes eu desejo muito mais,
outras não desejo jamais!
Tem vez que peço exatidão,
já em outras prefiro confusão...
Afinal, sou um pateta?
Ou sou eu poeta?

15 de Abril - Dia Internacional do Ciclista


Hoje é o meu dia ou é o dia dela?
Eu nada seria se não fosse por ela.
Ainda mais nesses tempos de pandemia,
o que de mim seria sem a sua companhia?
Tempos nos quais precisamos manter-nos isolados,
evitando todas as coisas que faz-nos sentirmos humanos.
Como eu seria capaz de passar por tudo isso sem afeto?
Graças a Deus tenho minha bike por perto!
E por essas e outras que jamais a perderei de vista,
porque hoje, 15 de abril, eu comemoro o meu dia, dia do Ciclista!

Infância nostálgica

Saudades da minha infância,
de quando encontrava os amigos na escola...
Saudades apenas de ser criança,
de brincar correndo na rua, de jogar bola...
Me preocupava apenas com o meu desenho,
não tinha problemas em ser imaturo, infantil.
Se quer me preocupava com o fim do milênio,
viver tranquilamente e não a mil.

Sobre D.C. Zapater

Doug
Douglas tem 29 anos, mora no interior de São Paulo, formado em Direito pelo Instituto de Ensino Superior de Bauru (IESB).
Apaixonado pela saga Harry Potter, começou, à partir desta, a desenvolver uma enorme paixão por leitura, paixão, que começou ainda em sua infância, mesma época de sua vida na qual começou a desenvolver grande fascino por poesia, foi neste mesmo período, que começou a escrever os primeiros versos.
Além de J.K Rowling, também tem grande admiração por poetas da 2ª Geração do Romantismo, como Álvares de Azevedo, Casimiro de Abreu, George Gordon Byron.
Douglas também aprecia a busca pela evolução pessoal, por isso, tal literatura é muito presente em seu dia à dia, entre os autores deste estilo, o que mais se destaca nas preferencias do poeta é Augusto Cury.
Nas horas vagas Douglas gosta de colocar no papel, em meio à rimas, sentimentos aleatórios que povoam seu tempestuoso coração.